

Vem com a gente saber mais e espalhar conhecimento sobre o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem

Saber mais é o primeiro passo.
Algumas crianças demoram mais para se comunicar.
Mas isso não é falta de estímulo, de carinho ou preguiça. É uma dificuldade real.
Essas dificuldades podem ser sinal de TDL - Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, uma condição neurológica que afeta a compreensão e a expressão da linguagem, e cuidar desde cedo pode fazer toda a diferença.


O que
é o TDL
TDL significa Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, e as crianças com este transtorno têm dificuldade para entender e/ou se expressar por meio da fala.
Ao contrário do que muitos pensam, essas dificuldades não são causadas por outras condições, como:
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Síndromes genéticas;
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Deficiência auditiva;
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Autismo;
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Paralisia cerebral ou deficiência intelectual.
Mesmo sendo um quadro persistente, a criança com TDL pode desenvolver a linguagem , especialmente com o apoio adequado.
O que é o movimento Passo a Passo pelo TDL?

O Passo a Passo pelo TDL é um movimento de conscientização e acolhimento formado por profissionais da saúde, famílias e apoiadores que acreditam que falar sobre o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem é o primeiro passo para transformar realidades.
O TDL é um desafio invisível, mas real, e dar visibilidade a ele é essencial para que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico precoce e à intervenção adequada.
O movimento nasceu com o propósito de informar, conscientizar e agir.
E o início do Mês de Conscientização do TDL marcou também o começo dessa caminhada feita de empatia, escuta e união.

“Criar um grupo de acolhimento para TDL não foi apenas uma escolha profissional, foi um propósito que nasceu da escuta, da empatia e da vivência com tantas famílias e crianças que enfrentam desafios reais e invisíveis aos olhos de muitos.”
Dra. Ecila Mesquita,
cofundadora do movimento.
QUEM SOMOS?

Ecila Paula Mesquita
Fonoaudióloga com mais de 26 anos de experiência, Ecila une sólida formação acadêmica com mestrado e doutorado em Neurologia pela Unicamp à prática clínica para transformar a vida de pessoas com dificuldades de linguagem. Especialista em TDL, é embaixadora da RADLD e coautora da obra “TDL - A caminho da visibilidade”. Seu trabalho é guiado pela empatia, pela escuta atenta e pelo compromisso em dar voz a cada história.
“Cada paciente carrega uma história única que merece ser compreendida.”

Michele Frederico Turati
Fonoaudióloga com 17 anos de atuação, Michele é especialista em linguagem, TEA e TDL, com formação, mestrado e doutoranda pela Unicamp. Integrante de projetos voltados ao TDL, atua conectando ciência e sensibilidade no cuidado com crianças e famílias. Seu propósito é ser a ponte entre o que precisa ser dito e o que precisa ser compreendido, ampliando o olhar de pais, educadores e profissionais.
“O TDL veio até mim como um propósito e chamado.”

Sharon Caridá Ortolani
Psicopedagoga clínica, pedagoga e terapeuta ABA, Sharon realiza avaliações do desenvolvimento infantil com instrumentos padronizados, como o Denver II, contribuindo para a identificação precoce de dificuldades e a definição de intervenções adequadas, respeitando a singularidade de cada criança. Dedica-se à conscientização e à construção de caminhos mais inclusivos, unindo experiência profissional e vivência pessoal. Sua trajetória no TDL começou a partir da hipótese diagnóstica da própria filha, aos 3 anos de idade, o que fortaleceu ainda mais seu compromisso com o estudo da linguagem e da aprendizagem. Atua ativamente na luta pela visibilidade e pelo reconhecimento legal do TDL, sendo coautora da lei municipal da Semana de Conscientização em Campinas e participante de mobilizações por políticas públicas no Estado de São Paulo e no Brasil.
“Para mim, o TDL é uma missão: dar voz às dificuldades muitas vezes invisíveis e promover mais compreensão, respeito e oportunidades.”
Com a ajuda certa,
tudo muda.
O acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e a parceria da família e da escola dão à criança muito mais chances de vencer os desafios de linguagem.
Esse apoio pode se estender por bastante tempo, pois as dificuldades costumam ficar mais evidentes conforme aumentam as demandas sociais e escolares.
Nenhum órgão internacional ou nacional único é responsável por definir a prevalência exata do Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL). Em vez disso, a prevalência é estimada a partir de estudos científicos e pesquisas realizadas por diferentes pesquisadores e instituições de saúde e educação.
A prevalência do TDL é frequentemente determinada a partir de estudos populacionais de larga escala. Um estudo notável no Reino Unido, por exemplo, estimou uma prevalência de aproximadamente 7,58% em crianças de 5 anos, um número que tem sido frequentemente citado.*

Como perceber os sinais?
O TDL se manifesta de maneiras diferentes em cada criança, mas alguns sinais de alerta incluem:
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A criança não fala ou diz poucas palavras aos 2 anos;
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Mesmo após começar a falar, fala pouco ou tem dificuldade de se comunicar;
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Troca sons nas palavras (“dato” em vez de “gato”, “peisse” em vez de “peixe”);
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Demonstra vocabulário restrito e fala imatura para a idade;
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Tem dificuldade para entender perguntas simples ou lembrar o que ouviu;
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Acessar palavras simples para responder ou contar fatos é muito difícil.
Esses sinais merecem atenção, especialmente se persistirem conforme a criança cresce.


Quando procurar ajuda?
Alguns comportamentos ajudam a perceber dificuldades de linguagem. Quanto mais cedo forem detectadas, maiores são as chances de oferecer suporte adequado ao desenvolvimento da criança.
Idade e sinais típicos:
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Aos 2 anos: não fala, fala pouco ou não junta palavras;
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Aos 3 anos: fala pouco, não forma frases ou é difícil de entender;
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Aos 4 anos: usa frases curtas com muitos erros;
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Aos 5 anos: fala confusa e difícil de compreender até mesmo por pessoas próximas.
Onde buscar apoio?
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Clínicas de profissionais especializados em linguagem infantil;
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Grupos de apoio e redes de pais;
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Centros de Desenvolvimento Infantil;
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Serviços públicos de saúde e universidades com atendimento fonoaudiológico.
Quanto antes a ajuda começar, melhor será o progresso da criança.


Diagnóstico e intervenção.
O diagnóstico do TDL é feito por uma equipe multidisciplinar, que pode envolver:
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Fonoaudiólogos;
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Psicopedagogos;
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Neuropsicólogos;
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Neurologistas;
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Foniatras;
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Psiquiatras infantis;
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Terapeutas ocupacionais.
Quanto mais cedo procurar ajuda, melhor.
Crianças com TDL podem se sentir frustradas por não conseguir se expressar. Apoiar, incentivar e celebrar cada avanço fortalece a autoestima e a comunicação. Além disso, as dificuldades e desafios podem surgir em diversas épocas da vida. Estarmos atentos e acompanharmos o desenvolvimento de cada criança é fundamental, independentemente de qualquer suspeita.
Como ajudar em casa:
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Chame a criança pelo nome antes de falar ou dar instruções;
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Fique de frente para ela, para que veja seus gestos e expressões;
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Use linguagem simples e repita se necessário;
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Fale devagar e com calma, dando tempo para processar e responder;
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Apóie a comunicação com imagens, objetos e gestos;
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Sempre confirme se ela entendeu o que foi dito;
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Leia livros juntos, comentando imagens e histórias;
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Nomeie objetos do cotidiano (“olha o carro vermelho!”);
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Cante músicas e brinque com rimas.


Como ajudar na escola:
Professores e educadores têm papel fundamental no desenvolvimento da criança com TDL. Pequenas adaptações em sala de aula podem fazer uma enorme diferença:
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Posicione o aluno na frente da sala, para facilitar atenção e compreensão;
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Chame-o pelo nome antes de dar instruções;
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Use linguagem simples e repita quando necessário;
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Fale devagar e com clareza, dando tempo para resposta;
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Verifique o entendimento das instruções e reformule se preciso;
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Dê mais tempo para processar informações e demonstrar conhecimento;
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Utilize recursos visuais (figuras, gestos, objetos) para apoiar a aprendizagem.
Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
Identificar o TDL cedo permite desenvolver estratégias de comunicação eficazes antes que a frustração e o isolamento afetem a autoestima da criança.
Com acompanhamento contínuo, muitas delas conseguem superar boa parte das dificuldades e construir uma vida escolar e social plena.
Pesquisas internacionais apontam que 60% das crianças diagnosticadas precocemente alcançam níveis de linguagem dentro da média até o final do ensino fundamental.
De qualquer forma, o diagnóstico tardio também é importante, e nestes casos o tratamento também pode trazer bons resultados.

Um passo de cada vez

Compreender o TDL é o primeiro passo para apoiar as crianças que enfrentam esse desafio.
Elas não precisam de rótulos - precisam de acolhimento, paciência e oportunidades reais de se expressar.
Vamos juntos dar um passo pelo TDL.
Entre em contato e conheça mais sobre o movimento:
